terça-feira, 26 de novembro de 2013

Terapia de choque para curar vício em Facebook

A técnica foi batizada de “Pavlov Poke” (cutucada de Pavlov), em homenagem ao cientista russo que treinava cães através de choques.


Luciana Galastri, na Revista Galileu

Dois cientistas do MIT, Robert Morris e Dan McDuff, estavam frustrados com o tempo que eles gastavam no Facebook. Durante uma semana, os dois, combinados, passavam 50 horas na rede. E, para aproveitarem melhor seu tempo e perder o hábito, eles resolveram criar uma terapia de choque – literalmente.

Inspirados por Ivan Pavlov, fisiólogo russo que estudava o comportamento dos animais através de choques, condicionando-os a uma determinada ação, eles criaram o “Pavlov Poke”. A ideia é que, a cada período de tempo ‘perdido’ em redes sociais ou em sites de entretenimento, o usuário leve um choque. A descarga elétrica não é grande o suficiente para ser perigosa, mas ela, de acordo com os cientistas, é definitivamente desagradável. Isso condicionaria o cérebro do internauta a associar o Facebook com a sensação ruim – e, logo, evitá-lo.
O resultado foi que, depois de usar a técnica em si mesmo, Morris afirma que não deixou de acessar a rede, mas o tempo que passa lá agora é bem menor. “Depois de alguns choques esses comportamentos automáticos foram reprogramados. Eu não visito o site a não ser que eu realmente queira. Eu ainda visito, mas não sou levado até ele por uma compulsão misteriosa”, escreveu o cientista em seu blog. Mesmo assim, ele esclarece que não espera que o método se popularize e que o concebeu como uma piada do que como uma intervenção legítima.

Confira a demonstração: